sexta-feira, dezembro 28


Música pra te alcançar.
Segundos passam hoje mais velozes que ontem, e nessa correria infinita, desse mundo repleto de loucos que andam, andam e andam sem ter a menor idéia de aonde estão indo...Eu canto(!)
Deixo que a música me leve por seus acordes mágicos até o infinito de sua melodia.
Canto a beleza de ser uma eterna aprendiz. E não me envergonho de não saber tudo, afinal tenho apenas duas décadas de existência nessa terra, e se nem os mais velhos sabem tudo então estou sabendo apenas aquilo que sei. O pouco que me foi confiado até aqui.
Tenho que perder a pressa para estar ao lado de quem realmente importa. Nos momentos que marcam e fazem a diferença.
Tenho todas as estradas do mundo para andar e nada me falta para percorrê-las além do essencial: A coragem. E na busca dessa peça primordial, ouço músicas que preenchem, acalmam e encorajam. E no final de tudo voltarei para o início de tudo e Cantarei (!)

quinta-feira, dezembro 27

Bem - me - quer. Mal - me - quer...
Bem - me - quer. Mal - me - quer...
Bem - me - quer. Mal - me - quer...

Nesse eterno jogo de paixões e amores. Nessa interminável estada em seu divã, removo pétala pós pétala na esperança de que a última seja aquela que acalmará meus nervos e músculos, dando-me a certeza do teu amor.
Rubem diz em diversas de suas crônicas que não amamos pessoas. Amamos a cena. Amamos a bela fotografia que nossos olhos capturam num dia em que a luz está perfeita,a pela lisa como veludo, e os olhos brilham como estrelas num momento que jamais se repetirá.
O momento do encanto. O dia do encantamento. Dia em que duas metades de uma mesma alma se encontram e se tudo correr conforme a dança das estrelas que querem, que regem, que maestralmente guiam nossos amores, então é certo que o fim será exatamente como deveria ser.
Você e eu. Juntos. Até que a morte venha para separar nossos corpos (pois uma vez unidas, nossas almas assim permanecerão pela eternidade), e um fique esperando pela chegada do outro, naquilo que nós idealizamos como nosso Paraíso.
Ah! O amor...Esse lobo traiçoeiro que eu tanto almejo.

Quando será que a minha cena vai enfim acontecer??
Quanto mais terei que esperar?

Bem - me - quer. Mal - me - quer...
Bem - me - quer. Mal - me - quer...
Bem - me - quer. Mal - me - quer...

" O médico medita. Seu cotovelo se apóia sobre o joelho, seu queixo se apóia sobre a mão. Não medita sobre o que fazer. As poções sobre a mesinha revelam que o que podia ser feito já foi feito. Sua presença meditativa acontece depois da realização dos atos médicos , depois de esgotados o seu saber e o seu poder. Bem que poderia retirar-se, pois que ele já fez o que podia fazer... Mas não. Ele permanece. Espera. Convive com a sua impotência. Talvez esteja rezando. Todos rezamos quando o amor se descobre impotente.


(...)


Talvez esteja silenciosamente pedindo perdão aos pais por ser assim tão fraco, tão impotente, diante da morte. E talvez sua espera meditativa seja uma confissão: Também eu estou sofrendo... "
Rubem Alves
E agora o que fazer com essa dúvida que me acomete como doença?? O que fazer com esse novo questionamento?

Não sei a quanto tempo isso vem acontecendo. E pra ser sincera (comigo mesma) creio que já faz muito tempo e que se só noto agora essa incômoda verdade é porque nunca antes me foi tão incômoda assim.
Talvez a proximidade do ano novo faça as coisas assim tão claras. Talvez eu simplesmente tenha decidido enxergar. Talvez tenha cansado de fingir-me de cega.
O fato é que meu coração precisa se apaixonar.
Não é um querer tolo, nem uma vontadezinha, nem um desejozinho. É uma necessidade tão básica quanto respirar, e me alimentar. Sinto como se meu coração precisasse de um novo amor pra enfim se curar, para a ferida enfim cicatrizar.
...
Sinto-me cansada de tentar e procurar (em lugares certamente errados).

quarta-feira, dezembro 26


" Pois o propósito explícito de uma carta é dar notícias, e é por isto que elas são feitas de palavras. Mas o que elas realmente desejam realizar está sempre antes e depois da palavra escrita: elas querem realizar aquilo que a separação proíbe: o abraço. Quem quer que tente entender uma carta de amor pela análise da escritura estará sempre fora de lugar, pois o que ela contém é o que não está ali, o que está ausente. Qualquer carta de amor, não importa o que se encontre nela escrito, só fala do desejo, a dor da ausência, a nostalgia pelo reencontro.


(...)


Uma carta de amor é um papel que liga duas solidões. A mulher está só. Se há outras pessoas na casa, ela as deixou. Bem pode ser que as coisas que estão nela escritas não sejam nenhum segredo, que possam ser contadas a todos. Mas, para que a carta seja de amor, ela tem de ser lida em solidão. Como se o amante estivesse dizendo: " Escrevo para que você fique sozinha..." É este ato de leitura solitária que estabelece a cumplicidade. Pois foi da solidão que a carta nasceu. A carta de amor é o objeto que o amante faz para tornar suportável o seu abandono."
Por Rubem Alves

terça-feira, dezembro 18

• Uma receita ... •

Pra fazer o tédio passar ...

Numa hora inesperada aparecer alguém que faz toda diferença entre o antes e o agora.