quinta-feira, dezembro 27

Bem - me - quer. Mal - me - quer...
Bem - me - quer. Mal - me - quer...
Bem - me - quer. Mal - me - quer...

Nesse eterno jogo de paixões e amores. Nessa interminável estada em seu divã, removo pétala pós pétala na esperança de que a última seja aquela que acalmará meus nervos e músculos, dando-me a certeza do teu amor.
Rubem diz em diversas de suas crônicas que não amamos pessoas. Amamos a cena. Amamos a bela fotografia que nossos olhos capturam num dia em que a luz está perfeita,a pela lisa como veludo, e os olhos brilham como estrelas num momento que jamais se repetirá.
O momento do encanto. O dia do encantamento. Dia em que duas metades de uma mesma alma se encontram e se tudo correr conforme a dança das estrelas que querem, que regem, que maestralmente guiam nossos amores, então é certo que o fim será exatamente como deveria ser.
Você e eu. Juntos. Até que a morte venha para separar nossos corpos (pois uma vez unidas, nossas almas assim permanecerão pela eternidade), e um fique esperando pela chegada do outro, naquilo que nós idealizamos como nosso Paraíso.
Ah! O amor...Esse lobo traiçoeiro que eu tanto almejo.

Quando será que a minha cena vai enfim acontecer??
Quanto mais terei que esperar?

Bem - me - quer. Mal - me - quer...
Bem - me - quer. Mal - me - quer...
Bem - me - quer. Mal - me - quer...

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